segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Geminiana, sim :D

Ah pequena geminiana...está na hora de acordar para a vida. Não se preocupe, já está tudo pronto e organizado para você seguir em frente, o tempo e o destino se encarregou de arrumar tudo. Agora, você não precisa fazer muita coisa, até porque você tá fazendo tudo certinho. Tá, quase tudo. Mas ainda sim, está evoluindo bastante. Convenhamos que sua evolução é melhor do que a esperada. Nós dois, sabemos muito bem, que você recuperou-se um pouco mais rápido do que nos outros casos. O motivo é simples: o que faltou nesse caso, não foi paciência e sim, sentimento. Mas isso não vem mais ao caso, entendeu garota?
Menina, não insista mais, já conversamos sobre isso. Don't worry, be happy.
Enfim querida, não importa o resto, você está de parabéns. Lembre-se que você sofreu o suficiente para dominar as manhas da superação ''pós pé-na-bunda''. Você também sabe, que ele mostrou que você cumpriu sua missão, e ele te agradece muito por isso...então, relaxa. O maior erro foi ele que cometeu. JAMAIS esqueça-se disso. Ah, uma dica: com essa ideia na cabeça, você com certeza vai ficar bem mais livre para aproveitar as coisas boas da vida, as surpresas que eu vou trazer á você. E uma coisa te garanto: são belas surpresas, mas você precisa deixar sua mente livre, desprender-se do passado. Eu sei que foi bom, que foi totalmente inesquecível...mas não é pra sempre. Ah, outro pequeno detalhe: ele não vai ser o único a te dar bons momentos. Outros, e bem melhores irão superar suas expectativas. Certo?
Acho que é isso, moça. Mantenha a calma, liberte-se sem se preocupar. Continue sonhando e se preocupando com coisas utéis, que o resto cuido eu.

Ass: Future :)

domingo, 21 de outubro de 2012

Aos escritores, com carinho.

  A escrita nos fornece uma linha tênue, entre o alívio e a depressão. Uma única palavra, é capaz de nos levar ao sentimento de alívio á depressão em questão de segundos. Na maioria das vezes, não consegue-se ser ter um controle sobre essa ''ponte''. Verdade seja dita, é por esse motivo tão peculiar que nascem os grandes escritores.
  Eles, que escrevem na calada da noite, deixam qualquer papel da mesma forma que encontram-se seu coração e sua mente, cheios. Eles, que admiram seu próprio dom, dependem de forma emocional dele. Apenas emocional. Pois, eles sabem que viverão no anonimato, já que hoje em dia, nesse mundo em que vivemos, a dor e o sentimento alheio é indiferente, e caiu por completo em desuso.

domingo, 14 de outubro de 2012

Ouvir Joy Division para esquecer os males da vida


Como já diria a música... She Lost Control, colega. De tanto se acostumar com as suas ideias, pensamentos e afins que raramente se concretizavam, ela acabou liberando tudo e perdeu o controle.
Não se preocupe. Isso sempre acontece. Vez ou outra ela consegue recuperar o seu, tão ‘’teimoso’’ controle de volta e logo em seguida, coloca um sorriso e fingi que está tudo bem. Ah, um pequeno detalhe: o sorriso forçado dela é o mais lindo do mundo.
De qualquer forma, ela vai prosseguindo com a sua vida que muitos dizem ser vazia, mas não é. E ela sabe disso melhor do que ninguém. Sabe que sua vida não é vazia, nem nada do tipo, ou melhor, sua vida é o contrário disso tudo, ela é muito cheia. Cheia de momentos inesquecíveis, tanto bons quanto ruins. Cheia de pessoas, de vários tipos, das mais ingênuas até as mais perversas...das mais imparciais até as mais influentes.  Enfim, uma vida como de qualquer outra pessoa, cheia de momentos e pessoas. Porém são alguns momentos e algumas pessoas que a fizeram acreditar que sua vida poderia ser o que os outros pensavam, vazia. Mas, ela não levou esse pensamento á frente, pois ela se conhece...Bom, é o que ela achava, antes de perder o controle novamente. She’s lost control again.
É estranho essa sua rotina de perder e recuperar o seu próprio controle, toda vez que um deslize emocional acontece por algum motivo. Ela se irrita consigo mesma, porque todo aquele discurso que fez pra si, sobre manipular emoções e pensamentos, cai por terra e ela perde toda a moral com a sua própria consciência.
Ela acredita que isso é apenas uma fase. Coisa de mulher que pensa muito antes de dizer e fazer coisas. Que para conseguir manter uma estabilidade emocional, é primordial que se pratique o desapego em relações á pessoas, momentos e coisas, que a fizeram perder tanto seu controle e novamente por várias razões diferentes. Pois, não é permitido que se dê ao luxo que qualquer um tire sua paz.
No fim de muitas coisas, isso foram apenas palavras que foram soltas, pra ver se o pensamento voltava ao seu devido lugar. Tanto com ela, como com os outros sete bilhões de pessoas existentes nesse mundo, a rotina de ‘’perder e recuperar o controle’’, será constante. Por que isso é algo natural de qualquer ser humano, geralmente causado por outro ser humano. Da mesma forma que regras foram feitas para serem quebradas; controle foi feito pra ser perdido. Ultimamente, a vida não está muito fácil de ser levada, e é por essa razão que desejo que todos nós percamos o controle sem remorso. Percamos o controle de um abraço bem dado, de uma palavra bem dita, de uma risada gostosa e sem-vergonha, de um beijo bem intenso e principalmente, que percamos o controle sobre sentimentos sinceros e a boa e velha cordialidade :)


domingo, 7 de outubro de 2012

Querido, leia esse primeiro.



            Sinto cheiro de remédio, misturada com cheiro de café. Talvez a noite de ontem não tenha sido tão boa.
            É quase certeza que não tenha sido uma boa noite, pois, o amor que pairava neste quarto, esfriou...da mesma forma que o café que me acompanhava também esfriou. Tão triste e tão aceitável.
            Existia um calor, um assunto agradável, uma ligação entre nós. Todos eles sumiram de uma hora pra outra e por essa razão que eu estou aqui com essa pouca claridade, companhia e paciência escrevendo esse texto qualquer.
            Tomar remédios, café e escrever textos aleatórios são as coisas que me restaram depois que a rotina na qual eu estava acostumada, foi mudada completamente. E diferente de muitos contos por aí, essa minha mudança de rotina foi a pior coisa que poderia ter me acontecido. Mas tudo bem, isso não importa.
            Na mais pura verdade, a maioria das coisas que eu escrevi até então não tem importância á ninguém. Todas essas palavras que eu joguei em um papel, tem apenas um foco, mas esse foco não faz nem ideia de tudo isso, talvez você, foco, já tenha cogitado a possibilidade de ser assunto principal dos meus textos, mas alguns segundos depois você balançou a cabeça e pensou: “Tudo bem, passou...não volta mais”. É, deixa estar.
            Sinceramente, certo você não se preocupar com um passado bastante remoto. Você tem a proeza, o dom de levantar a cabeça e seguir adiante. Até porque isso é fácil pra quem soltou a mão da pessoa mais frágil da história. Mas novamente, deixa estar.
            Eu sei, que uma vez que percebi que fui substituída por uma guria menos complicada do que eu, deveria parar com todo esse drama que ando fazendo á base de remédios fracos e café forte. Pois, eu sei também que enquanto faço isso, você está visivelmente alegre e mostrando á quatro ventos o quanto a ama e que ela te faz sentir como fogo. Nossa, que tesão! Aproveite, porque no fim você até merece.
            Bom, a dor está aumentando.
            Eu não sei explicar, se durante todos esse meses que se passaram desde da última e inesquecível vez que eu te você foi realmente merecedor de cada palavra que eu escrevi em diversos tipos de papéis. Mas, sei que cada palavra representou: uma história mal resolvida, uma segunda chance não cogitada (ou mal cogitada), atitudes precoces que no fim não significavam nada, uma cumplicidade vulnerável, uma paixão artificial...tão artificial quanto a relação ao todo que tivemos. Sem dúvida alguma todas as palavras escritas significaram tudo isso. A saudade do teu sorriso sério e pequeno e do seu beijo que era maior que nossos problemas estão aumentando, tanto quanto essa dor no peito...Meu amor! Minha eterna má-influência!...
            Mais tarde, sinta-se no direito de vim aqui e mexer nas minhas coisas. Leia os textos que fiz pra ti, todos são tão lindos...eu os lia todos os dias e sentia até orgulho. Em todos estão algo que em dois conturbados meses nunca foi dito pessoalmente por ambas as partes: eu te amo!
            Nunca foi e nunca será dito. Pois, a menina que um dia você adorou chamar de minha pequena, está finalmente sofrendo a consequência principal por ter exagerado “sem querer” nas doses de remédios.

            “E é com um cheiro forte de remédio, café e uma luz tênue que se finca um final de um conto que só não foi de amor, porque o orgulho não permitiu”

sábado, 29 de setembro de 2012

Traga mais uma breja, porque eu encontrei o homem da minha vida

  Sim garçom, traga mais uma, por favor. Porque hoje é um dia muito especial, hoje é o dia que a maldição da sexta-feira tediosa não conseguiu me pegar, pois, eu entrei em um desses barezinhos marotos primeiro e, foi ao fazer isso que talvez uma linda história de amor começou...
  Dizem que nada nessa vida é previsível. E não é mesmo. E só discorde dessa verdade universal, quem costuma acreditar que tudo nessa vida cai do céu. Entrei no bar com essa filosofia na cabeça e na ponta da língua, já que ela era o assunto principal, entre eu e minhas colegas de "papo-calcinha". Como somos legítimas mulheres, falamos e falamos "eternamente" do mesmo assunto, entre uma frase e outra, como de costume nos entupimos de petiscos e da boa e velha breja de cada dia, eis que de repente um grupo de caras visivelmente intelectuais, se aproximam da nossa mesa e conseguem um feito, que poucos homens conseguiram: silenciar quatro mulheres ao mesmo tempo. A partir desse momento, o silêncio constrangedor e a troca de olhares entre todos os presentes foi inevitável, até que um dos abençoados do grupo de marte, fez o favor de quebrar o silêncio perguntando se podiam se juntar á nossa mesa. "Lógico que pode, querido. Todos vocês são lindos e nós não aguentamos mais falar de assunto de 'mulherzinha'". Isso, foi o que todas pensaram, mas a única coisa que saiu de nossas bocas, foi o singelo e estúpido: sim. Tudo bem, por mais estúpido que fosse, eles aceitaram numa boa, ainda bem, porque por mais amistosas que estávamos nesse dia o leve mau-humor ainda estava presente..enfim. As horas passaram e não demorou muito para que nos identificarmos com todos os eles, cada um por seus motivos. Como sou uma mulher amistosa, me esforcei para ser simpática e conversar com todos os quatros caras que se uniram aos nossos assuntos aleatórios, mas como era de se esperar apenas um, conseguiu me chamar atenção da forma correta. No exato momento que percebi, que a impressão que eu tive ele também teve, fui logo me apressando em fazer o que faço de melhor quando já estou alterada: falar de milhares de assuntos diferente em questão de minutos. Pode parecer uma situação idiota pra muitas pessoas, mas me respondam: quantos amores (duradores ou não) nasceram dessa forma? Muitos, acreditem. E foi dessa maneira que o meu também nasceu, pois eu tive a sorte de descobrir que o verdadeiro "homem de vênus" presente naquela mesa, tinha a mesma mania que a minha de falar sobre tudo quando já estava alterado com uma simples cervejinha e por meio disso, colecionamos assuntos para aquela noite inteira. Músicas, livros, manias, ideologias...e Los Hermanos! Tínhamos gostos em comum sobre essas coisas. E isso é a maior delícia de se sentir, logo nos primeiros momentos de uma ligação amorosa. Enquanto estávamos em público, fizemos todas as coisas bizarras que bêbados fazem: gritam, contam seus piores segredos, repetem mil vezes que amam até a faxineira do barzinho, cantam....sim, nós cantamos enlouquecidamente um repertório imenso do Los Hermanos (nossa maior paixão), e no fim pedimos que nunca em nossas vidas, Marcelo Camelo soubesse que cantamos tão ridiculamente todas suas belas composições. No meio de todo esse momento eufórico de todo  bom bêbado, eu olhei bem no fundo daqueles olhos castanhos e gritei a frase que se tornou o mantra da semana que sucedeu esse episódio e o título desse singelo texto: "Traga mais uma breja, porque eu encontrei o homem da minha vida". Risadas foram inevitáveis e da parte dele? Um beijo. Um delicioso beijo, que se sucedeu pela noite inteira e terminou com a minha pessoa acordando na cama desse Pierrot Apaixonado. Pois, vocês acharam que ia ser tudo muito romântico?. Não, uma foda ao som de nossas músicas favoritas, foi muito bem permitida.
  Depois desse dia ímpar da minha vida, veio a grande questão: será que eu realmente encontrei o homem da minha vida, dessa maneira tão peculiar e comum entre as mulheres de hoje em dia? A resposta é que aquele estúpido sim. Foi começando a noite com a teoria do previsível e permitindo que um homem tão aleatório se juntasse a minha mesa, com as minhas tão amadas colegas, que eu encontrei o tão sonhado "homem de vênus" (sim, aquele último romântico, sofisticado, que entende a mente feminina como ninguém, mas mesmo assim não deixa de lado seu lado mais másculo, oras esquecendo-se que é um homem de Vênus,  e assim te proporcionando a melhor noite de sua vida e esquecendo a maldita toalha molhada encima da cama.). Sim, eu o encontrei e quando me esqueço disso, ele chega e fala: "Amor, nunca se esqueça que se você não cantasse as músicas do nosso amado Marcelo Camelo tão mal, eu nunca teria enxergado a mulher maravilhosa que você é e sempre vai ser, perto ou longe de mim, mas...eu prefiro assim, com você, juntinhos (8)".
  Querida, eu encontrei o tal homem da minha vida dessa maneira e você também pode encontrar...saia dessa toca, a vida é muito mais do que reclamar que não se tem ninguém e mais do que isso: a teoria do previsível na qual eu falei desde do começo....ela não existe! deixe-se surpreender pelas coincidências que virão aparecer.